Capitão América: Admirável Mundo Novo – Resenha Crítica

Eu gostaria muito, — como recente fã da Marvel, — começar essa crítica elogiando o filme e sua produção em Capitão América: Admirável Mundo Novo. Mas, definitivamente, o filme não foi o que eu esperava, e pra falar a verdade, eu nem sei o que eu poderia esperar, depois da produção ser uma das afetadas na greve dos roteiristas de 2023. O fato é que eu tive que me acomodar algumas vezes na poltrona do cinema para não dormir durante a incessante terapia que Anthony Mackie oferecia ao Harrison Ford, em seu papel. Pra falar a verdade, não era um filme que eu estava ansioso para assistir, e sinceramente, eu estava convicto em não estar, porque a decepção seria maior se eu estivesse.

De início, eu pude perceber que a Marvel está tentando trazer novamente aquela conexão que tinha com os telespectadores no seu maior auge. Até porque, a gente sabe que Capitão América é um dos personagens que mais dá lucro a produtora, e que tem gerado bastante público nos últimos anos. Apenas nos “últimos anos”, porque a Marvel destruiu todas as expectativas dos fãs neste filme. Tudo o que restava de esperança e expectativa por parte do público em relação ao futuro do personagem e, possivelmente, das próximas produções, foram por água abaixo. É como se o diretor do filme, Julius Onah, dissesse “Desculpa, pessoal. Mas eu tô fazendo o melhor que posso”.

O filme é completamente ruim? Não. Eu gostei bastante dos efeitos visuais e da fotografia. A sequência das cenas de ação e dos efeitos visuais e a maneira como elas foram construídas de sequência em sequência, ficou muito bem filmada e muito bem dirigida. Mas o resto do filme em si, ficou muito parado, muito forçado e mais insípido que comida de hospital. Não dá pra saber quando o filme começa ou quando termina, porque o clima é sempre o mesmo, inclusive, não houve nenhuma empolgação do público no cinema como em Deadpool & Wolverine. As pessoas entraram, assistiram e saíram sem qualquer alteração de humor ou empolgação. Em palavras resumidas, o filme é decepcionante.

No filme, parece que todo mundo está depressivo. Não bastava as seções de terapias que Anthony Mackie oferecia para Harrison Ford, eles trazem Sebastian Stan pra fazer o mesmo com o Anthony. Mas, sobretudo, a ideia de trazer o personagem Soldado Invernal novamente, mesmo que por um momento, para a trama, é justamente tentar mediar o clima ruim do filme que, inclusive, não colou. As sequências de ação foram adicionadas ali, no intuito, de não deixar os telespectadores dormirem na poltrona.

Classificação

Nota: 6/10

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