Neste ano de 2025, a Marvel traz uma quinta tentativa de acerto com o filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. O filme, de fato, tem uma ótima produção audiovisual que, inclusive, foi dirigida por Matt Shakman — o mesmo diretor de WandaVision — que nos mostra essa visão retrofuturista no filme. Ele sabe trazer elementos dos anos 60 e, ao mesmo tempo, adaptar e encaixar neste novo modelo de mundo que vivemos.
Eu gostei da apresentação dos personagens, já no início do filme. Mas, principalmente, da escalação do elenco. Não tem como acreditar que não são perfeitos para o papel. O maior obstáculo da atuação deles é o fato de não terem conseguido encontrar o personagem no papel que estão interpretando. Vanessa Kirby é, de longe, a atriz que mais se conectou com sua personagem. Mas isso conduz a ideia de que ela possa ter carregado a parte mais sentimental da produção em suas costas, tendo de interpretar o papel de proteger um mundo que a julga pela sua escolha e o papel de mãe protetora.
Eu não acredito que os demais atores não consigam se conectar mais profundamente com seus personagens, eu só acho que eles precisam de mais tempo para isso. Mas, ao mesmo tempo que, eu julgo a interpretação do restante do elenco, eu também acredito que parte da culpa está na condução da escrita do roteiro do filme. Os roteiristas deram mais destaque para a Mulher Invisível dentre os quatro personagens heróis, e principalmente, não se preocupam em dar um bom destaque para o vilão Galactus. A Surfista Prateada teve uma breve explicação de seu passado, o que pode significar algum projeto para ela, no futuro. Mas eu não posso deixar de ressaltar minha decepção com o vilão Galactus, do qual os fãs ansiavam há muito tempo.
Eu não vou ser insensato e dizer que não gostei da aparição do Galactus e no desenho do personagem, mas tenho que afirmar que o vilão deveria ter tido um pouco mais de destaque ao invés de ser um clichê dos filmes de super-heróis, onde o mundo é ameaçado por um gigante alienígena que quer destruir o planeta. Chega! Esse clichê está vencido há muito tempo e os telespectadores vão ao cinema com o objetivo de ter uma experiência audiovisual inovadora.
Para concluir: o filme não é uma produção ruim. O filme é uma experiência diferente, mas não inovadora. Se você vai ao cinema com o objetivo de ver o Quarteto Fantástico outra vez em ação, você não vai se decepcionar, mas se você vai ao cinema ansiando ver um super vilão em ação que os trailers tanto prometiam, eu recomendo que fique em casa. Mas eu tenho que confessar a você que a cena pós-crédito pode valer pelo filme todo.